A Polícia Federal investiga Ascendino Madureira Garcia, apontado como operador financeiro ligado a Daniel Vorcaro, por estruturar mecanismos que teriam viabilizado desvios bilionários no Banco Master. Ele nega irregularidades e é citado em diferentes operações em andamento.
O que aconteceu
A Polícia Federal aponta Ascendino Madureira Garcia, conhecido como Dino, como operador tático de Daniel Vorcaro no Banco Master. Segundo as investigações, ele teria sido responsável pela arquitetura financeira que possibilitou o desvio de recursos da instituição por meio de fundos de investimento.
Funcionário da Master Corretora desde 2018, Ascendino foi alvo de busca e apreensão na segunda fase da operação Compliance Zero, que apura o uso de fundos para desviar dinheiro do banco. A investigação se baseia em informações do Ministério Público Federal de São Paulo e do Banco Central.
Essa não é a primeira apuração envolvendo seu nome. Ascendino responde a processo por organização criminosa, gestão fraudulenta e corrupção, decorrente da operação Fundo Fake, deflagrada em 2020. Em 2021, ele também foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por suposto envolvimento em esquema de propina da Odebrecht na Lava Jato. Os processos seguem sem julgamento definitivo, e sua defesa nega qualquer irregularidade.
Antes de ingressar no Banco Master, Ascendino atuou na gestora Foco DTVM, atualmente denominada Sefer Investimentos, que também foi alvo da operação Compliance Zero. A investigação aponta que, por meio da Sefer, cerca de R$ 1,8 bilhão do banco teria sido desviado desde 2023 para empresas ligadas à família Vorcaro, por meio de fundos lastreados em títulos de valor questionável.
Decisão do ministro Dias Toffoli afirma que Ascendino teria atuado como intermediário e executor técnico de movimentações e ajustes contábeis dentro do grupo. As defesas dos investigados sustentam que ele não exercia funções de gestão e que não participou de atos ilícitos.