Onde estava Ciro Nogueira quando Jair Bolsonaro tentava (e tenta) o golpe ?

O senador piauiense vai dar um cavalo de pau?

Algumas pessoas dizem que o Senador Ciro Nogueira é o Número 5 da família, outros o acham um irmão de Bolsonaro. O fato é que depois que o Senador aderiu ao bolsonarismo, ele se tornou um dos mais fiéis e radicais do grupo.

Pelo perfil político  e por sua história em aderir e apoiar quem está no poder, não importando a ideologia ou o caráter do governante, muita gente apostava que ele voltaria a mudar de posição depois da eleição de 2022 e ia aderir ao Governo Lula, indo de “mala e cuia” para os braços do PT, como nas outras vezes. (Desculpem, esta é  expressão, ruim para o Ciro, muito fora de seu contexto, mas não tinha outra. Já pensou entrar com mala e cuia num  jato Gulfstream. Tampouco chegar com esses apetrechos em Mônaco ou Wimbledon, não orna, né?)

Pois bem, o Senador Ciro Nogueira não só não aderiu ao Governo Lula como passou a ser o principal defensor de Bolsonaro e de sua obra no Brasil que, depois de passar por preparação e tentativa de golpe de Estado, agora estava sendo acrescida de traição à Pátria ao estimular e apoiar os Estados Unidos a instituírem sanções contra o Brasil. Um grave crime, que os juristas chamam de crime lesa pátria.

Logo eles, que se denominavam “patriotas”. Na realidade, são patriotas de araque.

É sobre estes dois episódios que eu gostaria de tratar aqui.

O Supremo Tribunal Federal, STF e a Procuradoria Geral da República, PGR, já mostraram farta documentação que comprova toda a sorte de tramas e atos que tinham como objetivo dar um Golpe de Estado no Brasil e subverter a ordem constitucional para manter no poder ou levar de volta um governo ilegítimo e ditatorial, que foi derrotado democraticamente pelo povo nas eleições de 2022.

Acusar o Lula neste caso é um erro imperdoável para um político experiente como o Ciro. Significa que ele não sabe o papel que cumpre no Senado Federal e tampouco o que ele está representando. Neste caso,  já não se trata de esquecer o Piauí e seu povo mas se esquecer do Brasil, sua Pátria.

Agora, é hora de perguntar ao senador Ciro Nogueira que sempre esteve muito perto de Jair Bolsonaro, sendo inclusive, um de seus principais auxiliares, como ministro da Casa Civil, como senador e como presidente de partido de sua base, onde ele estava quando tudo isso aconteceu?

No caso do tarifaço e de outras ameaças de Trump, por medo e submissão a Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira, não defendeu nem o  PIX, que é algo sagrado para os brasileiros.

Ciro Nogueira precisa ainda explicar aos produtores de mel e aos agricultores e outros exportadores do Piauí e dizer de que lado está se de Trump ou dos piauienses.

Nos últimos dias, de forma muito tímida, fez uma pequena inflexão ao atacar o tarifaço, mas não culpou os verdadeiros responsáveis, no caso, Trump, Jair e Eduardo Bolsonaro.

Será que Ciro está preparando um “cavalo de pau” para romper com Bolsonaro, se dizendo um autêntico centrão e não mais um radical defensor de Bolsonaro? 

Ele está acostumado a fazer isso, pois acha que os piauienses são tolos e que vão acreditar em seus discursos demagógicos e oportunistas.

O povo piauiense deve ao Brasil e à democracia a derrota de Ciro Nogueira na próxima eleição. Não podemos mais deixar que ele continue representando o estado e agindo contra o povo e contra o Brasil em nome do Piauí.

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