O caso do estupro coletivo em Copacabana, ocorrido em 31 de janeiro de 2026, chocou o Brasil pela brutalidade e pelo planejamento envolvido. Uma adolescente de 17 anos foi vítima de uma emboscada articulada por um grupo de jovens, incluindo alunos de instituições tradicionais e até um jogador de futebol. Segundo as investigações da Polícia Civil (PCERJ), a jovem foi mantida em cárcere privado e violentada por cerca de uma hora em um apartamento no bairro. O inquérito foi concluído com o indiciamento dos envolvidos por estupro coletivo qualificado, e todos os suspeitos, que chegaram a ficar foragidos, acabaram se entregando ou sendo presos até o início de março de 2026.
O delegado da PCERJ, Vitor Becker, explicou em suas redes sociais a diferença técnica entre estupro e relação consensual. Ele afirmou que vem recebendo inúmeros comentários, inclusive de mulheres, alegando que a vítima teria "consentido" e que, por isso, não haveria crime. Diante dessa repercussão e da desinformação sobre os limites do consentimento — que pode ser revogado a qualquer momento ou ser inexistente em situações de vulnerabilidade e coação — o delegado sentiu-se motivado a gravar o respectivo vídeo para esclarecer os aspectos legais que configuram a violência sexual. Veja: