Nunes Marques propõe prêmio para pesquisas eleitorais mais precisas

Proposta apresentada por Kassio Nunes Marques prevê reconhecimento aos institutos cujas estimativas mais se aproximarem dos resultados oficiais

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, apresentou uma proposta para criar um selo de acurácia eleitoral destinado a reconhecer os institutos de pesquisa que obtiverem maior precisão na previsão dos resultados das eleições. As empresas poderão sugerir critérios para a iniciativa até sexta-feira (17).

O que aconteceu

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, anunciou nesta terça-feira (14) a intenção de criar um selo de acurácia eleitoral para premiar os institutos de pesquisa cujas estimativas apresentem maior aderência aos resultados oficiais das eleições. A minuta da proposta foi apresentada durante reunião com representantes de 16 empresas do setor.

Segundo o ministro, a iniciativa busca reconhecer o trabalho dos institutos que contribuem para o fortalecimento da democracia por meio de pesquisas eleitorais. As empresas terão até sexta-feira (17) para encaminhar sugestões que servirão de base para a definição dos critérios de concessão do selo.

Participaram do encontro representantes de institutos como AtlasIntel, Datafolha, Ipsos-Ipec, Quaest, MDA Pesquisa, Ipespe, Nexus, Paraná Pesquisas, PoderData, Real Time Big Data e Vox Brasil, entre outros.

Nunes Marques destacou a importância das pesquisas eleitorais para o debate público e afirmou que as mudanças nas metodologias de coleta de dados e nos hábitos de comunicação dos eleitores tornam o aprimoramento desses levantamentos um desafio compartilhado entre institutos, comunidade científica e instituições democráticas.

A reunião ocorreu após a suspensão, em junho, do julgamento sobre decisão do próprio ministro que determinou a retirada e a interrupção da divulgação de uma pesquisa do AtlasIntel envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O PL alegou que o questionário induzia respostas negativas. O instituto informou que respeitava a decisão, defendeu a metodologia utilizada e afirmou confiar na análise técnica do TSE. O julgamento permanece suspenso após pedido de vista da ministra Estela Aranha, e a decisão individual segue em vigor até nova deliberação do plenário.