Uma nova espécie de planta da Caatinga foi identificada e nomeada em homenagem à arqueóloga Niède Guidon. A descoberta, feita por pesquisadores brasileiros, reforça seu legado científico. Além disso, uma ave recém-classificada também recebeu seu nome, ampliando o reconhecimento de sua contribuição.
O que aconteceu
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro identificaram uma nova espécie de leguminosa na Caatinga brasileira, denominada Machaerium guidone. O nome homenageia a arqueóloga Niède Guidon, falecida em 2025, reconhecida por suas contribuições à arqueologia e à preservação ambiental no Parque Nacional da Serra da Capivara.
O estudo foi publicado em uma revista científica internacional especializada em taxonomia e conservação. Os autores destacaram o papel pioneiro de Guidon em teorias sobre a presença humana nas Américas, suas pesquisas em arte rupestre no Piauí e seu compromisso com a proteção da vegetação local.
A planta é uma trepadeira que pode alcançar até três metros, com flores brancas e frutos característicos. Sua ocorrência foi registrada nos estados do Piauí, Bahia, Ceará, Maranhão e Minas Gerais, em áreas de transição conhecidas como carrasco ou capoeira.
Além disso, Guidon também foi homenageada na nomenclatura de uma nova espécie de ave, Sakesphoroides niedeguidonae, descoberta em 2024 por pesquisadores ligados à Universidade Federal do Piauí. Antes considerada parte de outra espécie, a ave foi diferenciada com base em características genéticas, de plumagem e de canto.
As descobertas ampliam o conhecimento sobre a biodiversidade da Caatinga e ressaltam a importância da pesquisa científica para a conservação ambiental e valorização do patrimônio natural brasileiro.