Correlegionários do presidente do União Brasil, Antônio de Rueda, relataram ter presenciado uma conversa em que o dirigente dizia possuir cinco jatinhos e querer chegar a dez, alegando que cada aeronave renderia R$ 500 mil por mês com serviços de táxi aéreo. O episódio, ocorrido em 2021 no Acre, reforça suspeitas de que ele seria o verdadeiro dono de aviões operados pela empresa Transportes Aéreos Piracicaba (TAP), embora oficialmente não haja registro em seu nome.
Segundo o Metrópoles, a Polícia Federal investiga a ligação de Rueda com aeronaves ligadas à empresa dentro da Operação Tank, braço da Carbono Oculto. Documentos da Anac mostram que quatro jatos atribuídos a ele foram comercializados por cerca de R$ 60,4 milhões, com envolvimento de empresários e laranjas em transações suspeitas. As aeronaves eram um Raytheon R390 (PR-JRR), um Cessna 560 XL (PR-LPG), um Cessna Citation J2 (PT-FTC) e um Gulfstream G200 (PS-MRL)
Apesar das evidências, Rueda nega ser proprietário ou ter vínculo com os investigados. A PF, porém, não descarta abrir uma apuração específica contra o presidente do União Brasil caso surjam novos elementos.