Moro pode estar por trás dos ataques a Moraes e Toffoli, do STF

Ministros do Supremo observam atuação de remanescentes da Lava Jato em postos estratégicos da PF e PGR, com impactos políticos e institucionais

Ministros do STF alertam que integrantes remanescentes da operação Lava Jato ainda ocupam cargos estratégicos na Polícia Federal e na PGR, sendo suspeitos de atacar a Corte e gerar desgaste político ao governo federal. Advogados e ex-ministros confirmam a influência da antiga força-tarefa nas decisões e investigações recentes.

O que aconteceu

O Supremo Tribunal Federal identificou indícios de que ex-membros da força-tarefa da Lava Jato permanecem estruturados e ativos dentro da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. A suspeita ganhou força após decisões judiciais, vazamentos e conflitos institucionais recentes.

O criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que esses remanescentes estariam articulando ataques aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ele destacou a demora no cumprimento de liminares e a necessidade de nomeação de agentes de confiança do STF, indicando uma atuação coordenada ligada ao ex-juiz e senador Sergio Moro (PL-PR).

O ex-ministro Eugênio Aragão também aponta contaminação pelo “lavajatismo” na PF e PGR, gerando tensão entre investigadores e o STF. Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas, reforça que setores da oposição política teriam se aliado a esses remanescentes, visando enfraquecer a Corte e prejudicar o governo federal.

No Palácio do Planalto, a prioridade é mapear servidores alinhados ao lavajatismo em cargos estratégicos e afastá-los de funções sensíveis. No entanto, interlocutores do governo destacam que disputas internas na PF e PGR tornam improvável uma reestruturação rápida, mantendo o ambiente institucional delicado e sujeito a vazamentos de informações.