O ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão das armas registradas em nome de Jair Bolsonaro, revogou seu porte e o registro de CAC. A defesa do ex-presidente terá 48 horas para entregar o armamento à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Moraes também manteve a prisão domiciliar, mas afirmou que a posse de armas é incompatível com a medida.
O que aconteceu
Alexandre de Moraes determinou a apreensão de todas as armas registradas em nome de Jair Bolsonaro e revogou o porte de arma e o registro de CAC do ex-presidente. A defesa deverá entregar o armamento à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal no prazo de 48 horas.
Entre as armas incluídas na decisão está uma pistola Glock calibre 9 mm apreendida com o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho durante uma blitz em Brasília. Bolsonaro confirmou à Polícia Civil ser o proprietário da arma e afirmou que a mantinha em casa porque havia “três mulheres” no imóvel onde cumpre prisão domiciliar.
A relação de armamentos também inclui pistolas Taurus calibres .380 e .40, Glock 9 mm, Caracal 9 mm, Arex 9 mm e SIG Sauer 9 mm. Consta ainda uma carabina Caracal calibre 5,56 mm, um fuzil Springfield Armory calibre 7,62 mm e espingardas Typhoon calibre 12 e Maestro Arms Company calibre 12.
A Glock 9 mm é apontada como o item de maior peso simbólico da lista, por ser frequentemente associada à preferência da família Bolsonaro. O ex-presidente já relatou publicamente que teve uma pistola Glock roubada durante um assalto em 1995, quando era deputado federal no Rio de Janeiro.
Na decisão, Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, mas considerou incompatível a permanência de armas sob sua posse. O ministro também advertiu que eventual descumprimento das medidas cautelares poderá resultar na revogação do benefício e no retorno ao regime fechado.