Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, votaram pela manutenção da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Relator do caso, Moraes afirmou que Bolsonaro cometeu falta grave ao violar a tornozeleira eletrônica, demonstrando claro descumprimento das medidas cautelares impostas. Para o ministro, a conversão da prisão domiciliar em preventiva é necessária para garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e responder ao reiterado desrespeito às determinações judiciais. Moraes lembrou ainda que Bolsonaro já havia descumprido restrições anteriores, como o uso de redes sociais, o que resultou em sua prisão domiciliar em agosto. A violação recente do monitoramento eletrônico, segundo ele, ocorreu de forma consciente e com intenção de fuga.
Ao acompanhar o voto, Flávio Dino destacou que fugas de aliados de Bolsonaro, como os deputados Alexandre Ramagem e Carla Zambelli, evidenciam um ambiente de ameaça à ordem pública e um “ecossistema criminoso” ligado ao ex-presidente. O julgamento, realizado em sessão extraordinária virtual da Primeira Turma do STF, deve resultar na manutenção unânime da prisão preventiva. Assim, Bolsonaro permanecerá detido até o fim dos recursos relativos à condenação de 27 anos e 3 meses por participação na trama golpista e deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.