Moraes concede prisão domiciliar para Bolsonaro

Decisão do STF considera quadro clínico e parecer da PGR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou prisão domiciliar por 90 dias para Jair Bolsonaro, devido a problemas de saúde após internação por complicações respiratórias. A medida segue parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

O que aconteceu

Condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpria pena na Papudinha, em Brasília. Em 13 de março, foi levado a um hospital particular após diagnóstico de broncopneumonia. Segundo boletim médico recente, apresenta evolução positiva, está clinicamente estável e pode deixar a UTI em breve, caso a recuperação continue.

O histórico de saúde do ex-presidente inclui episódios anteriores desde a prisão. Em setembro, ainda em regime domiciliar, teve sintomas como vômitos, tontura e queda de pressão. Já em janeiro, quando estava sob custódia da Polícia Federal, foi internado após passar mal e cair na cela.

A prisão preventiva ocorreu em novembro, após descumprimento de medidas cautelares. Dias depois, Moraes determinou o início do cumprimento da pena por envolvimento em organização criminosa ligada à tentativa de permanência no poder após as eleições de 2022.

Bolsonaro chegou a ficar em uma sala especial no complexo da Papuda, com estrutura diferenciada e acompanhamento médico constante, tendo recebido mais de 140 atendimentos de saúde.

No início de março, Moraes havia negado prisão domiciliar, alegando ausência de requisitos e destacando a rotina ativa de visitas. A nova decisão reflete a mudança no quadro clínico e a recomendação da PGR.