Moraes amplia restrição de drones perto casa de Bolsonaro

Medida eleva raio de proteção para 1 km e reforça segurança

O ministro Alexandre de Moraes ampliou de 100 metros para 1 quilômetro a área de restrição ao uso de drones perto da casa de Jair Bolsonaro, em Brasília. A decisão busca reforçar a segurança do local, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, diante da capacidade tecnológica desses equipamentos.

O que aconteceu

O ministro do Supremo Tribunal Federal determinou a ampliação da área de restrição para o uso de drones nas proximidades da residência de Jair Bolsonaro, em Brasília. O ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na trama golpista relacionada às eleições de 2022, está em regime de prisão domiciliar desde a última sexta-feira.

Com a nova decisão, o limite de operação de drones passou de 100 metros para 1 quilômetro. A medida atende a um pedido da Polícia Militar do Distrito Federal, que considerou o alcance anterior insuficiente diante das capacidades tecnológicas atuais dos equipamentos. A solicitação teve como base uma análise técnica do Batalhão de Aviação Operacional.

Na decisão, Moraes destacou que drones modernos conseguem captar imagens em alta resolução a longas distâncias, permitindo a observação detalhada de ambientes privados. Segundo ele, o limite anterior não era capaz de mitigar adequadamente os riscos à segurança institucional.

As regras já estabelecidas foram mantidas: o uso de drones na área delimitada continua proibido, com previsão de responsabilização civil e criminal em caso de descumprimento. A Polícia Militar está autorizada a apreender os equipamentos e prender os responsáveis em flagrante.

A restrição inicial foi adotada após registros de voos irregulares de drones na região do Jardim Botânico, onde fica a residência. Esses episódios motivaram operações para identificar operadores e reforçar a segurança no local.