O caso, registrado pelas autoridades competentes, deverá ser investigado para apurar as circunstâncias da agressão e identificar os responsáveis. Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao episódio.
A agressão provocou reação imediata de parlamentares petistas e da Bancada do PT na Câmara dos Deputados, que divulgou nota de solidariedade a Mauro Figueiredo Rocha e cobrou apuração rigorosa.
PT vê ataque à democracia e cobra responsabilização
Em nota assinada pelo líder da bancada, deputado Pedro Uczai, o PT classificou a agressão como “covarde” e afirmou que é inadmissível que um cidadão seja atacado por suas convicções políticas.
“A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados manifesta total solidariedade ao companheiro Mauro Figueiredo Rocha, militante do PT que foi vítima de uma covarde agressão em Copacabana, no Rio de Janeiro”, diz o texto.
A nota destaca que as informações sobre a motivação do ataque tornam o episódio “ainda mais grave e preocupante”, por envolver a posse de um adesivo de Benedita da Silva, ameaças de morte e ofensas políticas e religiosas.
“É inadmissível que, em pleno Estado Democrático de Direito, um cidadão seja atacado, ameaçado e violentado por suas convicções políticas”, afirma a bancada.
Para o PT, a violência política atinge não apenas a vítima, mas a própria democracia.
“A violência política é um ataque não apenas à vítima, mas à própria democracia. Nenhuma divergência de ideias pode justificar atos de intolerância, perseguição ou agressão. O Brasil precisa fortalecer a cultura do diálogo, do respeito e da convivência democrática, jamais da violência e do ódio”, diz a nota.
A bancada também afirmou confiar nas instituições, mas cobrou que o caso seja apurado com rigor.
“Reafirmamos nossa total confiança nas instituições e cobramos uma apuração rigorosa dos fatos, com a identificação e responsabilização dos autores, para que crimes dessa natureza não fiquem impunes”, prossegue o texto.
A manifestação termina com apoio a Mauro, à família, aos amigos e à militância petista do Rio de Janeiro e de todo o país.
“Seguiremos firmes na defesa da democracia, da liberdade de expressão e do direito de todas as pessoas participarem da vida política sem medo, intimidação ou violência. Não aceitaremos nenhum passo atrás na defesa dos valores democráticos”, conclui a nota, assinada em Brasília, em 13 de junho de 2026, por Pedro Uczai, líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras na Câmara dos Deputados.
Reimont: “Mexeu com um de nós, mexeu com todos nós”
O deputado Reimont (PT-RJ) também reagiu ao caso e classificou a agressão como “inadmissível e revoltante”. Segundo ele, Mauro foi atacado “pelo simples fato de carregar na bolsa um adesivo” de Benedita da Silva.
“Mais do que a violência física covarde, o registro policial aponta ameaças de morte e ofensas políticas e religiosas explícitas. Isso não é um fato isolado; é o reflexo de um ódio cego que tenta silenciar quem luta por justiça social”, afirmou.
Reimont disse ainda que nenhum brasileiro pode ser atacado ou ameaçado de morte por suas ideias e convicções políticas.
“Mexeu com um de nós, mexeu com todos nós! Nenhum brasileiro ou brasileira pode ser atacado ou jurado de morte por suas ideias e convicções políticas. Hoje a vítima foi um militante do meu partido, mas amanhã esse mesmo ódio pode alcançar qualquer cidadão”, declarou.
O deputado defendeu que a democracia seja construída pelo debate de ideias, pelo respeito e pelo voto, “jamais com a barbárie”.
“A violência política é uma chaga que não podemos tolerar no Rio de Janeiro e em lugar nenhum do nosso país”, afirmou.
Reimont também cobrou ação das autoridades policiais e da Justiça.
“Que as autoridades policiais e da Justiça apurem rigorosamente esse crime de intolerância. Os responsáveis por esse ato covarde precisam ser identificados e punidos com o rigor da lei. Não daremos nenhum passo atrás diante do fascismo”, disse.
Benedita da Silva fala em “ódio político e covardia”
A deputada federal Benedita da Silva, cujo adesivo teria motivado a identificação de Mauro pelos agressores, também se manifestou em solidariedade ao militante.
“Total solidariedade ao companheiro Mauro Figueiredo Rocha, do PT Carioca, agredido em Copacabana por usar nossos adesivos, em meio a gritos de ‘Bolsonaro, Bolsonaro’. Isso é ódio político e covardia”, escreveu Benedita.
A parlamentar também agradeceu ao deputado Lindbergh Farias pelo suporte jurídico diante do caso.
“Obrigada, @lindberghfarias pelo suporte jurídico diante de tamanha violência!”, afirmou.
Marina do MST cobra investigação e responsabilização
A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) também prestou solidariedade a Mauro Rocha e classificou a agressão como inadmissível.
“Minha solidariedade ao companheiro Mauro Rocha, covardemente atacado em Copacabana por estar com um adesivo de Lula e Benedita. É inadmissível que alguém seja agredido por expressar suas posições políticas”, declarou.
Ela afirmou ainda que a violência política representa uma ameaça à democracia e precisa ser enfrentada com firmeza.
“A violência política é uma ameaça à democracia e precisa ser combatida com firmeza. Que os responsáveis sejam investigados e responsabilizados”, disse.
Caso reforça alerta sobre violência política
O episódio em Copacabana ocorre em um contexto de preocupação com ataques motivados por divergências políticas. No caso de Mauro Figueiredo Rocha, o boletim de ocorrência relata agressões físicas, ameaças de morte e ofensas políticas e religiosas.
A investigação deverá apurar as circunstâncias do caso, identificar os envolvidos e verificar a responsabilidade dos autores. Para a bancada petista e os parlamentares que se manifestaram, a agressão não pode ser tratada como um episódio isolado, mas como expressão de intolerância política que ameaça o direito de participação democrática.