Lula rejeita reduzir penas e compara Bolsonaro a “cachorro louco”

Presidente defende veto ao PL da dosimetria e critica anistia

O presidente Lula afirmou ser contrário à redução de penas e à libertação dos condenados pela tentativa de golpe de 2022. Ele comparou Jair Bolsonaro a um “cachorro louco preso”, defendeu o veto ao PL da dosimetria e disse que soltar os envolvidos traria riscos à democracia.

O que aconteceu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou oposição total à diminuição das penas e à liberação dos condenados pela tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022. Ao comentar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar a trama golpista, Lula afirmou que sua eventual soltura representaria perigo, comparando-o a um “cachorro louco preso”.

A declaração foi dada em entrevista à TV Aratu, divulgada no YouTube na sexta-feira (7). Segundo Lula, alguém com esse histórico não se tornaria mais brando após ser libertado. Ele afirmou que Bolsonaro tentou destruir a democracia brasileira e mencionou que havia um plano para assassinar ele próprio, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

Nesse contexto, Lula defendeu o veto integral ao projeto de lei da dosimetria, aprovado pelo Congresso em dezembro, que previa a redução das penas aplicadas aos condenados na ação penal sobre a tentativa de golpe. Para o presidente, não faria sentido condenar os responsáveis e, logo em seguida, aprovar uma lei para libertá-los ou reduzir suas punições.

Lula afirmou que cumpriu seu papel ao vetar o projeto, mesmo reconhecendo que o Congresso também exerceu sua prerrogativa ao aprová-lo. O presidente ponderou que, embora defenda a manutenção das prisões, uma eventual anistia poderia ocorrer no futuro, como aconteceu após o regime militar de 1964, anos depois dos fatos. Com o veto, o projeto retorna agora para nova análise do Congresso Nacional.