Presidente Lula mantém recusa a um eventual socorro federal ao BRB, mesmo com articulação política liderada por Hugo Motta para reunião com a governadora Celina Leão. O banco enfrenta grave crise financeira, atrasos em balanços e perdas ligadas ao Banco Master, ampliando pressão do mercado.
O que aconteceu
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter a posição contrária a qualquer socorro financeiro federal ao BRB, mesmo após uma articulação política conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que tentou viabilizar uma reunião entre o Palácio do Planalto e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A iniciativa buscava discutir alternativas para a crise do banco, mas não avançou.
Celina Leão teria buscado apoio político junto a Motta para tentar abrir diálogo com o governo federal. No entanto, Lula não recebeu a governadora e indicou que não pretende autorizar operação de resgate. Nos bastidores, a avaliação é de que um aporte do Tesouro Nacional está praticamente descartado.
O BRB vive uma das fases mais críticas de sua história recente, com atraso na divulgação de demonstrações financeiras e perdas bilionárias associadas a operações com o Banco Master. A falta de transparência ampliou a desconfiança do mercado e elevou a pressão sobre a instituição.
O banco tenta recompor sua situação com aumento de capital previsto, venda de ativos e operações com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), além de expectativa de recursos de fundos privados. Ainda assim, analistas avaliam risco de intervenção futura do Banco Central.
A crise se agravou após o fim de contrato com o TJDF, que retirou depósitos judiciais do banco. Internamente, o governo avalia evitar envolvimento direto no caso para reduzir desgaste político. O Banco Central, por sua vez, acompanha a situação diariamente e mantém atenção às possíveis consequências financeiras.