O presidente Lula estuda confiar ao ministro Camilo Santana a coordenação dos palanques do governo no Nordeste. A região foi decisiva em 2022, mas pesquisas recentes mostram dificuldades para aliados petistas em estados-chave, o que levou o Planalto a rever a estratégia eleitoral.
O que aconteceu
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia designar o ministro da Educação, Camilo Santana, para coordenar os palanques do governo federal no Nordeste. A decisão considera o peso eleitoral da região e seu papel central na vitória presidencial de 2022, quando o avanço do PT no segundo turno, especialmente no Ceará e na Bahia, foi determinante. As informações são da CNN Brasil.
O Palácio do Planalto monitora com atenção o cenário eleitoral nesses estados. Levantamentos recentes indicam dificuldades para governadores petistas, o que acendeu um alerta no núcleo político do governo. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues aparece atrás do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, do União Brasil. No Ceará, o governador Elmano de Freitas está tecnicamente empatado com o ex-governador Ciro Gomes, do PSDB, situação considerada sensível por aliados de Lula.
A estratégia prevê que Camilo Santana atue tanto na articulação partidária quanto no fortalecimento da presença de programas federais junto à população nordestina. Entre as ações citadas estão o “Pé de Meia” e o “Gás do Povo”, vistos como instrumentos para ampliar a percepção positiva do governo na região.
Além da Bahia e do Ceará, o PT também enfrenta obstáculos no Rio Grande do Norte. No estado, o secretário estadual Cadu Xavier não tem mostrado crescimento consistente nas pesquisas, permanecendo atrás de adversários.
Nesta segunda-feira (19), Camilo Santana anunciou que deixará o Ministério da Educação para se dedicar diretamente às disputas eleitorais. Eleito senador em 2022, o ex-governador do Ceará está atualmente na metade do mandato no Senado.