Lula propõe, articula e aprova isenção de IR. E ainda falam que este governo só cobra impostos!

Quem está com o povo? Quem está com a burguesia? Uma coisa é a retórica da direita liberal, outra, são os fatos concretos do governo Lula

A extrema-direita brasileira construiu, ao longo de 2025, uma narrativa artificial: a de que o governo Lula seria apenas uma máquina de criar impostos. A ladainha repetida por senadores, deputados e governadores era clara — Lula aumentaria a carga tributária, sufocaria o povo e engordaria o Estado. Mas enquanto espalhavam esse discurso, o governo federal encaminhava ao Congresso Nacional a maior política de alívio fiscal em décadas: a isenção de Imposto de Renda para todos os que ganham até R$ 5 mil mensais, medida que beneficia cerca de 90 milhões de brasileiros.

A contradição é flagrante. De um lado, a extrema-direita insistia em posar de defensora do povo contra supostos “impostos de Lula”. Do outro, votava contra ou tentava sabotar justamente a proposta que mais beneficia trabalhadores, aposentados e a classe média. O objetivo era evidente: queimar a imagem do governo e, ao mesmo tempo, reduzir o Estado à condição de servidor dos mais ricos.

O episódio envolvendo Ciro Nogueira, ex-ministro bolsonarista e líder do PP, é ilustrativo. Um áudio revelado à imprensa mostrou o senador prometendo a representantes da elite econômica que faria de tudo para blindar os super-ricos na votação da reforma do IR. Não se tratava de proteger a classe média, mas de salvar banqueiros, grandes empresários e rentistas de qualquer contribuição extra.

Enquanto isso, Lula fez exatamente o contrário do que seus adversários pregavam. Em campanha, apresentou a proposta de isenção do IR. No governo, articulou com sua base no Congresso e garantiu a aprovação. Um gesto coerente com a promessa de reduzir desigualdades e garantir justiça fiscal.

Com a vitória, cabe a pergunta: com que cara ficam agora os liberais e bolsonaristas que passaram meses dizendo que Lula só aumenta impostos? O governo, na prática, ampliou a renda disponível para milhões de famílias e enfrentou os privilégios de cima.

A narrativa da extrema-direita ruiu diante dos fatos. Restará a eles insistir no discurso vazio, ou reconhecer que quem de fato governa para o povo — e não para a elite — é Lula.