O presidente Lula anunciou nesta terça-feira (12) o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, com investimento de R$ 11 bilhões para combater facções criminosas, reforçar a segurança nos presídios e ampliar o esclarecimento de homicídios. O pacote inclui ações integradas entre forças estaduais e federais e criação de novos sistemas de inteligência.
O que aconteceu
O governo federal lançou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, um pacote de medidas voltado ao enfrentamento de facções criminosas e ao fortalecimento da segurança pública no país. A iniciativa prevê investimento total de R$ 11 bilhões, distribuídos em quatro áreas principais de atuação.
Do total, R$ 388,9 milhões serão destinados ao combate financeiro das organizações criminosas; R$ 330,6 milhões ao fortalecimento do sistema prisional; R$ 201 milhões ao aumento das taxas de esclarecimento de homicídios; e R$ 145,2 milhões ao combate ao tráfico de armas. O programa também inclui uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para estados e municípios investirem em equipamentos e tecnologias de segurança.
Entre as medidas anunciadas está a criação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Nacional, responsável por coordenar operações interestaduais com participação de agentes das forças estaduais e federais.
No sistema prisional, o plano prevê a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP) e a implantação de padrões de segurança máxima em 138 unidades. Também serão adquiridos drones, scanners corporais, georradares e detectores de metais para reforçar o controle nas prisões.
O programa ainda prevê ampliação dos Bancos de Perfis Genéticos, fortalecimento das Polícias Científicas e modernização dos IMLs. Para combater o tráfico de armas, será criada a Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas (Renarme), com reforço ao Sistema Nacional de Armas (SINARM).