O Pensar Piauí abordou o caso na terça-feira (4), quando a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação contra um grupo neonazista suspeito de planejar atentados em Brasília durante as eleições de 2026. Nesta segunda-feira (10), a Fórum trouxe novas informações, enquanto o Fantástico, da Globo, também abordou o caso no domingo (9).
O que aconteceu
Na terça-feira (4), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou a Operação Rede Interrompida para investigar um grupo suspeito de planejar ataques contra prédios públicos em Brasília durante as eleições de 2026.
A investigação apontou que integrantes de um grupo neonazista articulavam os planos exclusivamente pela internet, principalmente em grupos do Telegram. Eles não teriam se encontrado presencialmente. Entre os alvos planejados estavam o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o prédio onde seria realizado o debate do segundo turno das eleições.
Segundo as novas informações divulgadas pela Fórum nesta segunda-feira (10), os investigadores suspeitam que o plano também teria como objetivo assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As conversas monitoradas indicavam a intenção de invadir e explodir prédios públicos. Os investigados compartilhavam manuais para fabricação de explosivos e coquetéis Molotov, calculavam custos e quantidades de materiais e chegaram a compartilhar mapas e a planta baixa do Palácio do Planalto para discutir possíveis rotas de entrada e saída.
A articulação ocorria em dois grupos. O maior reunia mais de 600 pessoas e utilizava uma imagem de Adolf Hitler. Os integrantes considerados mais radicalizados eram direcionados para um grupo restrito, com 46 participantes, no qual eram compartilhadas instruções para ações violentas.
A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em oito cidades de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Foram apreendidos computadores, celulares, materiais de propaganda nazista, facas e armas de fogo.
A investigação contou com o Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos ligado ao MJSP. O relatório apontou conteúdo de elevada periculosidade, envolvendo planejamento de ataques com explosivos, ideologia neonazista, misoginia, racismo, homofobia e incitação à violência.
Os oito investigados têm entre 19 e 31 anos. Nesta fase, não foram expedidos mandados de prisão. Os dispositivos apreendidos continuam sendo analisados para verificar o estágio de execução do plano e se houve aquisição de explosivos ou outros materiais.