Lula endurece o jogo: Antifacção, lei e PEC da Segurança

Em resposta à crise de segurança no RJ, Lula age com nova lei endurecendo o combate ao crime organizado e pressiona pela aprovação urgente da PEC da Segurança.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado intensificar seu discurso e suas ações no combate ao crime organizado em meio à repercussão da megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão.

As movimentações do Palácio do Planalto ocorrem em um contexto de críticas do governador do Rio, Cláudio Castro, que tem cobrado maior apoio federal, chegando a declarar que o estado estaria "sozinho" na luta contra o crime organizado.

Houve uma confusão nas informações sobre a comunicação prévia da operação ao governo federal. Enquanto o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que o governo não foi avisado sobre a ação, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que a corporação foi comunicada em "nível operacional", mas avaliou que não era sua atribuição.

A pressão da oposição e os questionamentos gerados levaram o presidente Lula a intensificar gestos de reação.

O presidente Lula deve se ausentar de Brasília para compromissos externos, incluindo a COP30 em Belém, no Pará, a partir de sábado (1º/11).