O governo federal lançou a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, voltada à medicina de alta precisão, com inteligência artificial, telemedicina e tecnologias avançadas. O projeto prevê reduzir filas, acelerar diagnósticos e integrar unidades hospitalares em todo o país.
O que aconteceu
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a iniciativa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff. A rede terá inteligência artificial desde a triagem, telemedicina para ampliar acesso a especialistas e protocolos digitais que podem reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em emergências.
O projeto inclui ambulâncias 5G capazes de transmitir sinais vitais em tempo real, cirurgias robóticas, medicina de precisão e sistemas de apoio à decisão clínica. Haverá integração total entre equipamentos, sistemas de informação e bancos de dados, permitindo a troca contínua de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões.
Na primeira fase, serão implementadas 14 UTIs automatizadas em 13 estados, incluindo Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, com operação prevista ainda neste ano. O núcleo do projeto será o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), no Hospital das Clínicas da USP, com 800 leitos e capacidade de atender 20 mil pacientes por ano, iniciando atividades em 2027.
O ITMI-Brasil será financiado pelo Novo Banco de Desenvolvimento com R$ 1,7 bilhão, em cooperação com países do BRICS. O governo também destinou R$ 1,1 bilhão adicionais para modernização de oito hospitais de excelência, como Hospitais Federais do Rio de Janeiro, Instituto do Cérebro e o novo hospital do Grupo Hospitalar Conceição, focando em serviços assistenciais inovadores.