Lewandowski diz que prestou consultoria jurídica ao Banco Master

Ex-ministro afirma que atuação ocorreu antes de assumir o Ministério da Justiça

Após deixar o STF em abril de 2023, Ricardo Lewandowski prestou consultoria jurídica ao Banco Master enquanto retomava a advocacia. Segundo ele, a atuação foi encerrada em janeiro de 2024, ao aceitar convite para chefiar o Ministério da Justiça no governo Lula, com suspensão de suas atividades profissionais.

O que aconteceu

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski declarou que prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master depois de sua saída da Corte, em abril de 2023. A atuação ocorreu no período em que retomou as atividades de advocacia, antes de assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, Lewandowski informou que encerrou integralmente sua atuação profissional ao ser convidado para integrar o governo, em janeiro de 2024. Segundo o comunicado, ele se retirou do escritório de advocacia, suspendeu seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e deixou de atuar em todos os casos.

O esclarecimento foi divulgado após reportagem do Metrópoles apontar que o Banco Master, então sob o comando de Daniel Vorcaro, teria pago cerca de R$ 5 milhões ao escritório ligado ao ex-ministro no período em que Lewandowski comandava o Ministério da Justiça.

Atualmente, o nome de Lewandowski não consta no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB. No entanto, familiares permanecem registrados como sócios do escritório Lewandowski Advocacia, que teve o grupo de Vorcaro como cliente.

A indicação de Lewandowski ao banco teria sido feita pelo líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), após pedido para sugerir um jurista. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, após crise de liquidez, e é alvo de inquérito da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes envolvendo operações financeiras.