A Justiça de São Paulo ordenou a penhora dos cachês que Cafu, ex-jogador de futebol, recebe da Superbet, uma conhecida empresa de apostas esportivas. A decisão judicial também inclui o bloqueio da marca 'Cafu', que não poderá ser licenciada. Caso a dívida de R$ 5,5 milhões não seja saldada, a marca pode ser leiloada.
A ação judicial foi iniciada pelo Banco Industrial do Brasil S.A., que busca cobrar uma dívida existente com uma empresa ligada a Cafu. O montante, atualizado em setembro deste ano, permanece sem pagamento, apesar de um acordo judicial firmado em 2019. A informação foi divulgada pela coluna Rogério Gentile.
Defesa vê medida como abusiva
Cafu, que fez história no futebol ao jogar por clubes renomados como São Paulo, Palmeiras e Milan, já está em processo de apelação contra a decisão. A defesa do ex-jogador alega que diversos imóveis de Cafu já foram penhorados no mesmo processo, tornando essa nova ação desnecessária e abusiva. Os advogados ressaltam que a medida compromete o princípio constitucional da ampla defesa, por ter sido imposta sem chance de o ex-atleta apresentar sua defesa.
O advogado de Cafu, Ricardo Renzo Sewaybrick, afirmou à Justiça que a continuidade das penhoras de bens e direitos do executado é abusiva. O pedido de reconsideração da defesa ainda aguarda análise judicial, mostrando que Cafu está empenhado em reverter a situação adversa.
O caso ganha uma nova camada de complexidade, dado que envolve celebridades e questões contratuais, repercutindo em notícias de destaque sobre a vida de famosos. Cafu, ícone do futebol e famoso por seu papel de liderança na seleção brasileira que venceu a Copa do Mundo, agora enfrenta o desafio de resolver uma disputa financeira que atrai a atenção da mídia.
Esta situação reforça a realidade de que mesmo personalidades de renome não estão imunes a problemas financeiros e disputas judiciais, trazendo ao público a importância de uma gestão financeira cuidadosa.