O humorista Cassius Ogro foi condenado pela Justiça de São Paulo por divulgar falsas acusações de crimes sexuais contra o padre Júlio Lancellotti, conhecido por seu trabalho com pessoas em situação de rua. A sentença determinou indenização por danos morais e remoção dos conteúdos ofensivos das redes sociais.
O que aconteceu
A Justiça paulista concluiu que Cassius Ogro, nome artístico de Cassius Matheus dos Santos Soares, publicou acusações sem qualquer prova contra o padre Júlio Lancellotti, extrapolando os limites da liberdade de expressão e causando danos à honra do religioso. As publicações, que circularam amplamente nas redes sociais, associavam o padre a supostos crimes sexuais, afirmações consideradas graves e infundadas pelo magistrado.
O juiz ressaltou que o direito à crítica não autoriza a propagação de informações falsas, especialmente quando envolvem imputações criminais que prejudicam moral e socialmente terceiros. Com base nisso, Cassius Ogro foi condenado a pagar indenização por danos morais e a remover os conteúdos ofensivos; o valor da indenização não foi divulgado.
Padre Júlio Lancellotti é referência nacional por sua atuação humanitária junto a pessoas em situação de vulnerabilidade em São Paulo. Nos últimos anos, ele tem sido alvo frequente de ataques e desinformação nas redes sociais, muitas vezes contestados judicialmente.
Especialistas em direito digital destacam que a decisão reforça o entendimento do Judiciário sobre responsabilidade civil por publicações online. O caso evidencia que a liberdade de expressão não protege acusações infundadas, especialmente quando há risco de danos irreparáveis à reputação de terceiros. A defesa do humorista ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores, em meio a um cenário crescente de ações contra desinformação digital.