Como assim, ministro? O MDB ruma em direção a vaga de vice-governador na chapa majoritária ao Governo e uma das suas principais lideranças, o ex-ministro João Henrique Sousa, presidente do Conselho Nacional do Sesi - que inclusive acaba de retirar sua candidatura ao governo - declara em entrevista hoje cedo à rádio Teresina FM, no jornal da Teresina I Edição, que não subirá em palanque comandado por Wellington Dias.
Justamente num momento tão decisivo, o partido que quer ser aliado já tem uma das suas principais lideranças comunicando que "joga os quatro pés" no governador. O que se diz nos bastidores da esquerda piauiense é que uma vez vice, Themístocles Filho (MDB) seria o Temer de Wellington Dias. "Se o MDB não conseguir essa vaga de vice, teremos que repensar uma nova postura, inclusive tendo a possibilidade de lançar nova candidatura", antecipou João Henrique Sousa.
Na semana passada, a primeira pesquisa do Instituto Data AZ para as eleições de 2018 indica uma margem bastante favorável para Wellington Dias (PT), candidato à reeleição. O governador tem 27,83% das intenções de voto em sondagem espontânea e 42,42% na pesquisa estimulada.
A semana começou com a comemoração do aniversário da vice-governadora Margarete Coelho, que declarou pela primeira vez publicamente que desejava permanecer como vice de Wellington. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, por sua vez, recebeu apoio dos partidos emergentes, reunindo os presidentes do PTC, PHS e PPS que aderiram à campanha feita pelo MDB para indicar Themístocles como vice na chapa do governador Wellington Dias.
No final da semana, o nome de Lucy Silveira, esposa do prefeito de Teresina Firmino Filho e atualmente filiada ao PP (o mesmo de Ciro e Margarete Coelho) foi citado para a vaga de vice na chapa majoritária ao governo. Todas as apostas estão sendo lançadas.
Primeira-dama de Teresina, Lucy Silveira