O INSS retomou o Programa de Gerenciamento de Benefícios, suspenso em 2025 por falta de recursos, e unificou a fila de análise em todo o país. A medida permitiu que servidores de regiões menos demandadas atuassem onde há maior espera, resultando na análise de mais de 105 mil pedidos em 13 dias.
O que aconteceu
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou a retomada do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), interrompido anteriormente em 2025 por restrições orçamentárias. O objetivo é reduzir o tempo de espera na análise de requerimentos e enfrentar o acúmulo de pedidos.
Entre as principais mudanças está a nacionalização da fila de benefícios, que deixou de ser regionalizada e passou a ser única em todo o território nacional. Com isso, servidores de áreas com menor demanda podem analisar processos de regiões mais sobrecarregadas, ampliando a capacidade de atendimento e promovendo maior equilíbrio.
Com a nova sistemática, cerca de 2,5 mil servidores passaram a atuar na análise nacionalizada. Em apenas 13 dias, mais de 105 mil benefícios represados há mais de 45 dias foram analisados, sendo até 48 mil concluídos em um curto intervalo de tempo.
Apesar dos avanços, o INSS enfrenta déficit expressivo de pessoal, o que limita a absorção total da demanda. A fila de espera se aproxima de três milhões de requerimentos. A capacidade média de processamento é de 1,2 milhão de benefícios a cada dois meses, enquanto o volume de novos pedidos varia entre 1,2 milhão e 1,4 milhão por mês, resultando em cerca de 600 mil decisões mensais.
Para recompor o quadro, o instituto aguarda autorização para um concurso público em 2026, com pedido de até 8.500 vagas. Em 2025, o Concurso Nacional Unificado ofereceu 300 vagas para Analista do Seguro Social.