Inscritos no CadÚnico ocupam 80% dos empregos gerados no 1º trimestre de 2026

Dados do MDS mostram avanço do emprego formal entre beneficiários de programas sociais e saída de famílias do Bolsa Família por aumento de renda

Inscritos no Cadastro Único ocuparam 80% dos empregos com carteira assinada criados no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do MDS com base no Caged. No mesmo período, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre 2023 e 2026 após aumento da renda.

O que aconteceu

Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostram que pessoas inscritas no Cadastro Único responderam por oito em cada dez vagas formais criadas no Brasil no primeiro trimestre de 2026.

O levantamento foi feito a partir do cruzamento de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com o CadÚnico. Segundo o ministro Wellington Dias, os números reforçam a presença de beneficiários de programas sociais no mercado formal de trabalho.

O MDS informou ainda que mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e abril de 2026 após registrarem aumento de renda. Parte delas ultrapassou os limites previstos pela Regra de Proteção, mecanismo que permite a permanência temporária no programa mesmo após melhora financeira.

A regra garante 50% do benefício por até 12 meses para famílias com renda per capita acima de R$ 218 e abaixo de R$ 706. A medida busca assegurar uma transição gradual até a consolidação da nova condição financeira.

São Paulo liderou o número de famílias que deixaram o programa por aumento de renda, seguido por Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O ministério também citou estudo da FGV Social indicando crescimento de 10,7% na renda do trabalho entre os mais pobres, acima da média nacional de 7,1%.