Inflação recua pela 7ª semana seguida, diz Focus

Apesar da queda, a projeção continua acima do teto da meta de 4,5%

Pela sétima semana seguida, economistas das principais instituições financeiras reduziram suas previsões para a inflação de 2025. O novo cálculo, divulgado nesta segunda-feira (14) no Boletim Focus do Banco Central, aponta uma taxa de 5,17% para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), levemente abaixo da estimativa de 5,18% da semana passada.

Apesar dessa leve queda, a mediana das projeções dos mais de cem economistas consultados continua superior ao teto da meta de inflação, que é de 4,5%.

Desde o início deste ano, o Brasil adotou o sistema de meta contínua de inflação, com um objetivo central de 3%, e uma margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Esse cenário mantém o Banco Central sob pressão para ajustar a taxa básica de juros (Selic), com o intuito de controlar a inflação futura. No entanto, as decisões monetárias levam de 6 a 18 meses para mostrar seus efeitos completos.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses ultrapassou o limite superior da meta por seis meses consecutivos, o que levou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a enviar uma carta pública ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na semana passada, explicando o descumprimento das metas.

Entre os fatores que pressionam os números da inflação, estão:

Projeções do Boletim Focus:

Inflação (IPCA)

PIB (Produto Interno Bruto)

Taxa Selic (juros básicos)

Dólar (taxa de câmbio)

Balança Comercial (superávit)

Investimento Estrangeiro Direto