A inflação oficial brasileira subiu 0,18% em novembro, impulsionada sobretudo pelo forte aumento das passagens aéreas. O índice acumula 3,92% no ano e 4,46% em 12 meses, segundo o IBGE. Serviços como hospedagem e energia elétrica também pressionaram o resultado. Por outro lado, quedas em itens essenciais como tomate, arroz e produtos de higiene ajudaram a conter a alta. Regiões tiveram comportamentos distintos com Goiânia registrando maior variação e Aracaju a menor.
O que aconteceu
O IPCA avançou 0,18% em novembro, registrando o melhor desempenho para o mês desde 2018. O maior impacto veio das passagens aéreas, que subiram 11,9% e responderam por 0,07 ponto percentual do índice. A energia elétrica residencial também contribuiu para a alta, com avanço de 1,27% após reajustes. No grupo Despesas Pessoais, a hospedagem aumentou 4,09%, influenciada pela forte demanda em Belém durante a COP-30.
Apesar das pressões, alguns itens essenciais ajudaram a reduzir o impacto inflacionário. Produtos de higiene pessoal recuaram 1,07%, enquanto alimentos como tomate (10,38%) e arroz (2,86%) apresentaram quedas expressivas, com o cereal acumulando redução de 25% no ano. Assim, o grupo Alimentação e bebidas registrou leve queda de 0,01%, com a alimentação no domicílio caindo pelo sexto mês consecutivo.
O índice de difusão atingiu 56%, indicando leve aumento da proporção de preços em alta. Regionalmente, Goiânia teve a maior inflação, 0,44%, e Aracaju a menor, 0,10%. Já o INPC subiu 0,03% em novembro, acumulando 4,18% em 12 meses, com queda nos alimentos e leve alta nos itens não alimentícios.