Graduada em História Natural pela Universidade de São Paulo em 1959, e com doutorado em Pré-História pela Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne em 1975, Guidon é reconhecida por sua extensa pesquisa e preservação do patrimônio arqueológico brasileiro. Ao longo de sua carreira, identificou mais de 700 sítios pré-históricos, incluindo pinturas antigas e evidências de habitações humanas no Parque Nacional Serra de Capivara, no Piauí. Como Diretora Presidente da FUMDHAM de 1986 a 2019, foi fundamental na gestão e preservação do parque, criando um centro cultural e museu, além de núcleos comunitários que prestam serviços sociais, de saúde e educação às comunidades locais. Além disso, é membro titular da Academia Brasileira de Ciências.
Com seus estudos, Guidon gravou mais de 35 mil imagens, publicou mais de 100 artigos e formou um grande número de alunos de pós-graduação. Reconhecida internacionalmente, recebeu diversos prêmios, incluindo a Ordem do Mérito Científico do MCTI, o Green Prize, o Prêmio Príncipe Klaus, o Prêmio Fundação Conrado Wessel de Cultura, o prêmio Cientista do Ano da SBPC, e o Prêmio Chevalier de La Légion d'Honneur do governo francês. Sua defesa à sustentabilidade também foi homenageada no 5º Fórum Mundial de Meio Ambiente em 2010.
O Prêmio Álvaro Alberto constitui um reconhecimento aos cientistas brasileiros que contribuíram de forma significativa para a ciência e tecnologia do país e é concedido em caráter individual e indivisível, de forma anual, em sistema de rodízio, a uma das três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciências da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes, área contemplada na edição de 2024.
Com informações do Meio Norte