O ministro Guilherme Boulos confirmou que seu grupo político permanecerá no PSol nas eleições deste ano, após impasses internos e críticas. A decisão busca evitar prejuízos institucionais ao partido e manter a unidade do campo progressista diante de divergências recentes.
O que aconteceu
O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSol), anunciou que sua corrente política seguirá no PSol para disputar as eleições deste ano. O grupo inclui lideranças como Erika Hilton (SP), Henrique Vieira (RJ) e Rick Azevedo (RJ).
A discussão sobre o futuro do grupo ganhou força após a maioria do partido rejeitar a proposta de federação com o PT. Segundo Boulos, a permanência foi definida para evitar impactos negativos ao PSol, especialmente o risco de não superar a cláusula de barreira caso houvesse a saída de nomes relevantes.
Em declaração, o ministro afirmou que a saída imediata dessas lideranças poderia comprometer a viabilidade institucional do partido.
Nas últimas semanas, uma ala dissidente da corrente Revolução Solidária acusou Boulos de articular uma possível migração para o PT. Em resposta, ele criticou o que classificou como “ataques públicos rebaixados” vindos de setores do próprio PSol, que, segundo ele, estimulam divisões internas e expõem conflitos nas redes sociais.
Apesar das divergências, Boulos ressaltou que o grupo continuará debatendo seus rumos políticos e partidários. Ele destacou ainda que a prioridade é fortalecer a unidade do campo progressista e construir um projeto de esquerda capaz de formar maiorias populares no país.