O presidente Donald Trump reiterou que os EUA buscam tornar a Groenlândia parte de seu território, destacando sua importância estratégica diante da presença de Rússia e China no Ártico, no entanto, autoridades groenlandesas e dinamarquesas rejeitaram a proposta, reforçando a soberania local.
O QUE ACONTECEU
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou sua intenção de fazer da Groenlândia parte do território norte-americano “de qualquer forma”, argumentando que o controle da ilha é “crucial” para a segurança nacional dos EUA. A declaração foi feita durante um encontro na Casa Branca com executivos da indústria petrolífera, no qual Trump afirmou que prefere chegar a um acordo pacífico com os groenlandeses e a Dinamarca, mas que, caso isso não seja possível, os Estados Unidos agirão “pelo jeito difícil”.
Trump sustentou que a presença crescente de Rússia e China no Ártico justifica o interesse estadunidense em assumir o controle da Groenlândia, temendo que essas potências rivais estabeleçam influência estratégica na região caso os EUA não o façam. A Casa Branca informou que Washington estuda alternativas para a aquisição, incluindo negociação direta ou outras opções diplomáticas, sem descartar o uso de forças militares.
O comentário de Trump provocou reações firmes de autoridades groenlandesas e dinamarquesas. Líderes dos principais partidos na Groenlândia divulgaram um comunicado unificado, afirmando que “não querem ser americanos nem dinamarqueses, mas groenlandeses”, e rejeitando qualquer tentativa de anexação externa. A primeira-ministra da Dinamarca alertou que uma eventual tomada do território poderia colocar em risco a arquitetura de segurança internacional construída após a Segunda Guerra Mundial.
A Groenlândia, um vasto território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, tem cerca de 57 mil habitantes e mantém autogoverno desde 1979, com áreas como defesa e relações exteriores ainda sob controle dinamarquês.