Governo deve chamar mais de 7 mil aprovados em concursos neste ano

Ministra Esther Dweck afirmou que a expectativa é que novos servidores comecem a tomar posse a partir de maio

O governo federal deve convocar mais de 7 mil aprovados em concursos públicos ainda em 2026, segundo anunciou a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, nesta quinta-feira (2). A medida reforça a recomposição do quadro de servidores e amplia a capacidade de atendimento do Estado em áreas estratégicas.

De acordo com a ministra, a posse dos novos servidores deve começar já no início de maio, com chamadas distribuídas entre o primeiro e o segundo semestre. A previsão inclui aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), conhecido como o “Enem dos Concursos”, cujo resultado final foi divulgado em 16 de março.

Nesta segunda edição do CPNU, foram ofertadas cerca de 3,6 mil vagas, sendo a maioria para nível superior (3.144) e outras 508 para nível intermediário. A expectativa do governo é acelerar o processo de homologação para garantir que os aprovados sejam convocados rapidamente, fortalecendo a administração pública federal.

Além disso, o governo Lula deve ampliar o efetivo da Polícia Federal com a convocação de até 2,5 mil aprovados. Segundo Esther Dweck, cerca de 1 mil nomeações devem ocorrer de forma imediata, com a possibilidade de mais 500 ainda este ano. A iniciativa atende a uma orientação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reforçar a segurança pública e valorizar a corporação.

Outros órgãos federais também podem ser contemplados com novas convocações, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A análise de chamadas adicionais, incluindo excedentes, está em andamento dentro do governo.

A ministra destacou ainda que concursos homologados até junho não sofrem restrições do calendário eleitoral, o que permite a continuidade das convocações ao longo do segundo semestre. Com isso, tanto o CPNU 1 quanto o CPNU 2 devem garantir novas nomeações, ampliando o ingresso no serviço público mesmo em ano de eleições.