Governistas acionam Alcolumbre para reverter quebra de sigilo do Lulinha pela CPMI do INSS

Governistas contestam votação e recorrem a Alcolumbre

A aprovação da quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e do Banco Master provocou tumulto na CPMI do INSS e levou governistas a recorrerem ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A base alega fraude na contagem dos votos e pede a anulação da decisão.

O que aconteceu

A CPMI do INSS aprovou requerimentos para quebrar o sigilo de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do Banco Master. O anúncio do resultado, feito pelo presidente da comissão, Carlos Viana, desencadeou confusão, troca de acusações e empurrões, levando à suspensão da sessão.

Parlamentares governistas contestaram a contagem de votos. Segundo a base, 21 membros estavam presentes e 14 teriam votado contra os requerimentos. Viana afirmou que apenas sete desses eram titulares, número insuficiente para alterar o placar.

Após o tumulto, senadores aliados se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na Residência Oficial, pedindo a anulação da deliberação sob alegação de fraude. A presidência informou que analisará eventual recurso após ouvir a oposição e consultar a Advocacia do Senado.

A senadora Soraya Thronicke criticou a condução da votação e classificou o episódio como “fraude”. Já o líder do governo, Jaques Wagner, afirmou que a base tinha maioria e defendeu equilíbrio nos trabalhos, admitindo que Fábio Luís pode depor, desde que outros envolvidos também sejam ouvidos. Governistas argumentam que ainda há tempo para reverter a decisão antes que as quebras produzam efeitos.