Gasolina terá mais etanol para conter alta de preços

Medida busca reduzir importações e conter alta dos combustíveis

O governo federal pretende aumentar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% ainda no primeiro semestre, com o objetivo de reduzir a dependência de importações e amenizar os impactos da alta internacional dos combustíveis no mercado interno.

O que aconteceu

A proposta foi anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante um evento no Rio de Janeiro. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da autonomia energética do país, em meio a tensões geopolíticas globais que pressionam os preços internacionais.

Atualmente, cerca de 15% da gasolina consumida no Brasil é importada. Com o aumento de 65% nos preços internacionais, impulsionado por conflitos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, o mercado interno já sente os efeitos: o preço médio da gasolina subiu 8% desde o início das tensões, segundo dados da ANP.

Nesse contexto, o aumento da participação do etanol surge como alternativa para conter a alta de preços e reduzir a dependência externa. O governo também pretende avançar na diminuição da importação de diesel, que responde por cerca de 30% do consumo nacional, e de gás de cozinha (GLP), com 15%.

Entre as ações planejadas está a conclusão de obras no Complexo Boaventura, no Rio de Janeiro, para ampliar a produção nacional de energia. O ministro também criticou o uso de referências internacionais na definição dos preços internos, defendendo que essa lógica seja aplicada apenas à parcela importada dos combustíveis.