Flávio teria oferecido R$ 5 mi para depoente ir contra Lula na CPMI do INSS

Deputado Rogério Correia acusa filho de Bolsonaro de tentar subornar testemunha

A sessão que marca a retomada da CPMI do INSS começou com tensão nesta quinta-feira (5). O deputado Rogério Correia (PT-MG) denunciou que Flávio Bolsonaro teria oferecido R$ 5 milhões para que Eli Cohen atuasse contra o governo e Lula, antecipando o clima eleitoral que deve marcar os trabalhos da comissão. Com informações da Fórum

O que aconteceu

Na abertura da CPMI, Correia apresentou denúncia de que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, teria oferecido R$ 5 milhões ao advogado Eli Cohen para que ele atacasse Lula e o governo durante seu depoimento sobre desvios no INSS. Em 24 de outubro de 2025, Rogério Gilio Gomes, ex-policial, registrou documento alegando esse suposto suborno.

Em depoimento anterior, Cohen havia relatado que José Ferreira da Silva, o Frei Chico, atuava como “laranja” em fraudes no Sindnapi. A tentativa de convocar Frei Chico não avançou, e a base governista pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Cohen. Em dezembro, ele se retratou sob pressão de bolsonaristas, mas Correia indica ter novos elementos contra Flávio.

O deputado protocolou requerimento para convocar Flávio e Letícia Caetano dos Reis, administradora da Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, e quebrar seus sigilos. Segundo o documento, Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, acusado de desviar recursos de aposentados e pensionistas.

O requerimento detalha conexões financeiras suspeitas envolvendo Willer Tomaz de Souza, advogado próximo a Flávio Bolsonaro, que movimentou R$ 45,5 milhões entre maio e novembro de 2021 e manteve relação com operadores do esquema. A investigação busca identificar possíveis crimes de favorecimento, tráfico de influência e vínculos eleitorais envolvendo Flávio e Letícia.