Fila do INSS recua e governo acelera análise

Redução interrompe alta iniciada em 2025; meta é normalizar estoque até o fim do ano

A fila de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu de 3,126 milhões para 2,985 milhões entre fevereiro e março de 2026, após atingir nível recorde. A redução interrompeu meses de alta e foi impulsionada por maior volume de análises, mesmo com instabilidades no sistema.

O que aconteceu

Após três meses acima de 3 milhões de pedidos, o estoque do INSS recuou em 141 mil processos em março. Segundo o presidente Gilberto Waller Júnior, o resultado decorre de um recorde mensal de análises concluídas. A meta do governo é reduzir a fila para cerca de 1,3 milhão até o fim de 2026, nível considerado mais compatível com a capacidade operacional.

Para acelerar o processo, o órgão prorrogou bônus a servidores até dezembro e retomou o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), que remunera análises extras. Também foram adotadas medidas como fila nacional unificada, mutirões, antecipação de perícias e grupos especializados para revisar milhares de casos.

O objetivo é fazer com que o sistema absorva, no próprio mês, a média de novos pedidos, estimada em 1,3 milhão. Waller Júnior afirma que a prioridade é reduzir o tempo de espera para até 45 dias e nega qualquer retenção de benefícios para economia fiscal.

A aceleração das concessões eleva gastos no curto prazo, mas reduz custos futuros com pagamentos retroativos corrigidos. O maior volume de pedidos ainda está concentrado no auxílio-doença, embora o índice de resposta tenha superado a entrada de novas solicitações, indicando avanço na redução do passivo.