A Fifa poderá ampliar novamente o número de participantes da Copa do Mundo. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que a possibilidade de expandir o torneio para 64 seleções será analisada após a realização da Copa do Mundo de 2026. A declaração foi concedida ao portal suíço Bluewin e reforça o debate sobre um novo formato para a principal competição do futebol mundial.
Atualmente, a Copa do Mundo já conta com 48 seleções, modelo adotado pela primeira vez na edição de 2026. Caso a nova proposta avance, o torneio passaria a reunir mais 16 equipes, totalizando 64 participantes.
"Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa", afirmou Gianni Infantino.
Infantino defende inclusão de mais países na Copa do Mundo
Segundo o presidente da Fifa, a ampliação da Copa do Mundo faz parte da estratégia de tornar o futebol ainda mais global. Para Infantino, permitir que mais países disputem o torneio fortalece o desenvolvimento da modalidade em diferentes continentes.
O dirigente destacou que a competição não deve beneficiar apenas as tradicionais potências do futebol, mas também oferecer oportunidades para seleções emergentes.
"Quando você organiza uma Copa do Mundo, organiza para o mundo inteiro. Não apenas para Europa e América do Sul, mas para todos os continentes. Todas as nações sonham em disputar uma Copa do Mundo", declarou.
De acordo com Infantino, impedir que países menores tenham chances reais de classificação reduz o incentivo para o crescimento do futebol nessas nações.
Copa do Mundo de 2030 terá seis países-sede
A discussão sobre a ampliação ganha força às vésperas da Copa do Mundo de 2030, edição que marcará o centenário da competição.
O torneio será realizado em seis países distribuídos por três continentes:
- América do Sul: Argentina, Paraguai e Uruguai;
- Europa: Espanha e Portugal;
- África: Marrocos.
Pelo formato aprovado, Argentina, Paraguai e Uruguai receberão apenas uma partida cada, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos concentrarão a maior parte dos jogos.
Conmebol defende Mundial com 64 seleções
A proposta de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções é defendida pela Conmebol desde 2025. A entidade argumenta que o novo formato tornaria a edição comemorativa dos 100 anos da competição ainda mais inclusiva.
Caso a mudança seja aprovada, a América do Sul passaria a sediar 18 partidas, em vez das três previstas no modelo atual.
A ideia foi apresentada inicialmente pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso e recebeu apoio público do presidente da Conmebol e vice-presidente da Fifa, Alejandro Domínguez, que classificou a proposta como um "sonho".
Embora o tema tenha sido incluído na pauta de uma reunião do Conselho da Fifa em 2025, a discussão acabou sendo adiada.
Como funcionaria a Copa do Mundo com 64 seleções
O modelo em estudo prevê:
- 64 seleções participantes;
- 16 grupos com quatro equipes cada;
- classificação dos dois primeiros colocados de cada grupo;
- mata-mata iniciado diretamente com 32 seleções.
Com essa estrutura, deixaria de existir a repescagem envolvendo os melhores terceiros colocados — mecanismo utilizado na Copa de 2026.
Além disso, a fase de grupos passaria de 72 para 96 partidas, aumentando significativamente o número de jogos da competição.
Proposta enfrenta resistência dentro da Fifa
Apesar do apoio da Conmebol, a ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções encontra resistência entre dirigentes do futebol internacional.
A Concacaf, responsável pelas federações da América do Norte, Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) já sinalizaram posição contrária à proposta.
A principal oposição vem da Uefa, que avalia que um torneio com 64 equipes poderia gerar dificuldades logísticas, ampliar o calendário internacional e aumentar os desafios operacionais para países-sede e clubes.