O Conselho Curador do FGTS aprovou mudanças no Minha Casa, Minha Vida que ampliam limites de renda, valores de imóveis e reduzem juros. As medidas visam incluir mais famílias, especialmente da classe média, e aquecer o setor imobiliário.
O que aconteceu
O Conselho Curador do FGTS aprovou alterações no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para ampliar o acesso à moradia. As mudanças incluem aumento dos limites de renda em todas as faixas, elevação dos tetos de financiamento e redução da taxa de juros para a faixa 1, que caiu de 4,75% para 4,50%.
Os novos limites de renda passaram a ser: faixa 1, de R$ 2.850 para R$ 3.200; faixa 2, de R$ 4.700 para R$ 5.000; faixa 3, de R$ 8.600 para R$ 9.600; e faixa 4, de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Também houve aumento nos valores dos imóveis: na faixa 3, de R$ 350 mil para R$ 400 mil, e na faixa 4, de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
A expectativa é beneficiar milhares de famílias — cerca de 87,5 mil na faixa 1, além de 31,3 mil na faixa 3 e 8,2 mil na faixa 4. Parte das mudanças será financiada com recursos do Fundo Social, que possui R$ 31 bilhões, com uso previsto ainda neste ano.
O governo busca estimular o mercado imobiliário diante dos juros elevados e da restrição de crédito, tendo já destinado R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal ao programa anteriormente.
Além disso, foi aprovada a retomada do FGTS-Saúde, voltado ao financiamento de hospitais filantrópicos, e a inclusão de cooperativas no Programa Pró-Transporte, para ampliar e melhorar o transporte público, especialmente em áreas periféricas.