A resistência do mercado financeiro à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência ganhou força, especialmente entre agentes da Faria Lima. Segundo a Folha de S.Paulo, cresce a avaliação de que o senador perdeu credibilidade e enfrenta dificuldades para liderar a direita em 2026, enquanto nomes como Ronaldo Caiado (PSD) passam a ser vistos como alternativas mais viáveis.
O que aconteceu
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro enfrenta crescente rejeição entre gestores, economistas e empresários do mercado financeiro, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. Apesar do apoio recebido pelo bolsonarismo nas eleições de 2018 e 2022, a avaliação predominante é que o senador não reúne as condições políticas e de confiança necessárias para disputar a Presidência em 2026.
Parte dos interlocutores defende sua saída da corrida eleitoral para abrir espaço a candidaturas como a de Ronaldo Caiado (PSD), apontado como um nome mais alinhado ao liberalismo econômico e com boa avaliação na área de segurança pública. Romeu Zema (Novo) e Renan Santos, ligado ao Missão, também aparecem entre os nomes bem vistos por setores do mercado.
O desgaste de Flávio é atribuído, principalmente, ao caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e às controvérsias sobre o financiamento do filme Dark Horse. Como existe um inquérito relacionado ao episódio, agentes do mercado afirmam enxergar riscos em apoiar um candidato sob investigação.
Também pesam a dificuldade do senador em ampliar alianças, o embate público com Michelle Bolsonaro, a ausência de apoio do PP e o distanciamento de Tarcísio de Freitas, apontado como o nome preferido da Faria Lima. Embora aliados tentem reconstruir a relação com o setor financeiro, a percepção predominante é de que a candidatura permanece fragilizada, reforçando a expectativa de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.