O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou neste sábado (28), durante discurso na Conservative Political Action Conference (Conferência de Ação Política Conservadora), a CPAC, no Texas, nos Estados Unidos, seu entreguismo ao dizer que o Brasil será “campo de batalha” na disputa por minerais críticos e apontou o país como peça-chave para os EUA reduzirem a dependência da China em terras raras.
“O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”, declarou.
No discurso subserviente aos interesses do Tio Sam, ele afirmou que “neste momento, a América ainda depende da China por cerca de 70% das importações de terras raras — e a China controla 70% da mineração global e mais de 90% do refino e processamento”.
Flávio Bolsonaro também disse que “terras raras são essenciais para processadores de computador, a revolução da IA que está transformando nosso mundo, e o magnífico equipamento de defesa americano que impressiona o mundo. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível, e a produção dos sistemas militares avançados que mantêm a superioridade americana cai nas mãos de adversários”.
“Sem eles, a revolução tecnológica da América para, e a segurança nacional se torna vulnerável”, prosseguiu, assumindo a defesa dos interesses do país de Donald Trump. “E quando a América se torna vulnerável, todo o mundo livre se torna vulnerável”.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no Texas, nos Estados Unidos, e o classificou como “vendilhão da pátria” em publicação nas redes sociais neste fim de semana.
Na mensagem, Gleisi também incluiu o deputado Eduardo Bolsonaro nas críticas e afirmou que ambos atuam no exterior alinhados a interesses estrangeiros, com discurso hostil ao Brasil e ao seu sistema democrático.
“Os vendilhões da pátria não tomam jeito. Flavio Bolsonaro e seu irmão Eduardo, foragido da Justiça, estavam neste sábado nos EUA fazendo juras de subserviência a Donald Trump e espalhando mentiras sobre o Brasil. Eles nem conseguem disfarçar que seu projeto é entregar o país aos interesses estrangeiros”, disse Gleisi.
A declaração ocorre após Flávio Bolsonaro defender, em evento da extrema-direita norte-americana, pressão internacional sobre as eleições brasileiras, além de propor maior aproximação com os Estados Unidos, inclusive na exploração de terras raras.