Os cinco primeiros meses de 2026 registraram um recorde histórico na emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) no Brasil. Entre janeiro e maio, foram expedidos 1,14 milhão de documentos, superando a marca anterior de 2014. O avanço acompanha a expansão dos indicadores de formação de condutores e medidas que reduziram custos para a população.
O que aconteceu
Entre janeiro e maio de 2026, foram emitidas 1.141.765 CNHs no país, número superior ao recorde anterior de 1.133.997 registros, alcançado em 2014. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram expedidas 1.048.783 habilitações, o crescimento foi de 8,9%.
O resultado acompanha a evolução dos indicadores de formação de condutores após o lançamento do Programa CNH do Brasil, em dezembro de 2025. No primeiro quintimestre deste ano, os pedidos de primeira habilitação, exames médicos e psicológicos, cursos teóricos e práticos e provas de direção atingiram os maiores volumes da série histórica para o período desde a entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1997.
Também houve aumento na procura por aulas ministradas por instrutores autônomos. Desde a modernização das regras, foram registrados 282.913 atendimentos, ampliando as opções de aprendizagem para candidatos à habilitação.
A oferta gratuita de cursos teóricos pelo aplicativo CNH do Brasil gerou uma economia estimada de R$ 2,12 bilhões às famílias brasileiras nos cinco primeiros meses do ano.
Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na última sexta-feira (5), a chamada MP do Bom Condutor. A nova legislação permite a renovação automática da CNH para motoristas cadastrados no Renach e sem infrações sujeitas à pontuação nos 12 meses anteriores. Até março, mais de 2 milhões de condutores já haviam sido beneficiados, com economia estimada em R$ 854,8 milhões.