Em vídeo, Bolsonaro volta a desafiar Moraes e pode ser preso

Bolsonaro voltou a provocar o ministro Alexandre de Moraes, ao aparecer em uma nova publicação divulgada por aliados

Após orientação de seus advogados, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apagou um vídeo nas redes sociais que mostrava seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), se comunicando com apoiadores durante um ato em Copacabana. Mesmo assim, Bolsonaro voltou a provocar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao aparecer em uma nova publicação divulgada por aliados — o que pode levar à sua prisão por violar medidas restritivas impostas pelo magistrado.

No domingo (3), Flávio havia postado um vídeo em que Bolsonaro aparecia ao telefone, enviando um áudio a manifestantes presentes no ato. Alegando "insegurança jurídica", Flávio apagou o conteúdo após ser alertado por seus advogados de que a publicação poderia ser interpretada como descumprimento das decisões de Moraes.

O ministro proibiu Bolsonaro de usar redes sociais, inclusive por meio de terceiros, e de participar de atos públicos nos fins de semana, período em que deve permanecer em casa. As medidas visam impedir uma possível fuga do país, já que o ex-presidente é investigado por sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado.

Se descumprir as determinações judiciais, Bolsonaro pode ter sua prisão preventiva decretada.

Para evitar essa consequência, Flávio retirou a publicação. Porém, por volta das 16h15 do mesmo dia, a suplente de vereadora Vanessa da Silva Oliveira (PL-RJ), conhecida como "Negona do Bolsonaro", divulgou um novo vídeo. Nele, Bolsonaro aparece utilizando a tornozeleira eletrônica e manuseando o celular.

“De casa acompanhando. Obrigado a todos. Pela nossa liberdade. Jair Bolsonaro”, escreveu Vanessa na postagem. A suplente tem diversas fotos ao lado do ex-presidente e participou ativamente de sua campanha em 2022.

Nas eleições, Vanessa recebeu 10.416 votos e ficou como suplente à Câmara Municipal do Rio. Autodeclarada "a mulher 01 do Bolsonaro no Rio de Janeiro", ela recebeu R$ 437.924,49 da direção nacional do PL para sua campanha, voltada principalmente a eleitores das periferias da capital fluminense.