Eduardo Bolsonaro sob pressão: PT relaciona deputado à invasão do Capitólio

O movimento busca estabelecer um elo direto entre o episódio americano e os ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília

Lideranças do PT articulam uma nova estratégia para ampliar o desgaste político de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente autoexilado nos Estados Unidos e já responsabilizado por setores do partido como articulador de sanções econômicas impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil. A ofensiva, segundo petistas, busca relacionar a atuação do deputado à invasão do Capitólio, em Washington D.C., no dia 6 de janeiro de 2021.

A narrativa que ganha força na bancada petista sustenta que Eduardo teria participado da organização dos atos que culminaram na tentativa de insurreição nos EUA. O movimento busca estabelecer um elo direto entre o episódio americano e os ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. “Você sabia que Eduardo Bolsonaro estava em Washington no dia 6 de janeiro de 2021, quando ocorreu a invasão do Capitólio? Não foi coincidência. Antes disso, ele circulou pela Casa Branca, encontrou Ivanka Trump, se reuniu com trumpistas e há denúncias de que participou do ‘Conselho de Guerra’, um encontro preparatório para o ataque”, escreveu em suas redes sociais o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias.

De acordo com petistas, a ideia é rebater a versão bolsonarista de que o 8 de janeiro teria sido um ato isolado. Na avaliação de parlamentares do partido, Eduardo teria importado a estratégia de Washington para Brasília, replicando o modelo de mobilização extremista.

Apesar da ofensiva política, lideranças admitem que as chances de Eduardo ser investigado nos Estados Unidos ainda são pequenas. O deputado mantém trânsito no círculo trumpista e conta com a proteção do ex-presidente. Entretanto, a conjuntura pode se alterar: petistas avaliam que uma eventual vitória democrata nas eleições legislativas de 2026 abriria espaço para investigações mais profundas sobre brasileiros envolvidos no ataque ao Capitólio.