O ex-deputado Eduardo Bolsonaro recebeu do governo dos Estados Unidos o green card, que garante residência permanente no país. A concessão ocorre após sua condenação pelo STF e amplia sua proteção jurídica, tornando ainda mais remota a possibilidade de extradição para cumprimento da pena no Brasil.
O que aconteceu
O governo de Donald Trump concedeu o green card a Eduardo Bolsonaro, documento que permite a cidadãos estrangeiros morar, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por tempo indeterminado. A residência permanente foi obtida neste mês e fortalece a situação jurídica do ex-deputado no país após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo, o pedido de residência tramitava havia mais de um ano. Ele afirmou que o ex-parlamentar precisou comprovar o cumprimento de diversos requisitos para obter o Cartão de Residência Permanente, embora não tenha informado quais critérios foram determinantes para a aprovação.
O green card garante ao titular direitos semelhantes aos de um cidadão norte-americano, com exceção do direito ao voto, além de eliminar a necessidade de autorizações específicas para residir, estudar ou trabalhar nos EUA.
No mês passado, o STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A Corte entendeu que ele tentou interferir na ação penal em que Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado, por meio de declarações públicas e postagens nas redes sociais em defesa de sanções do governo dos EUA contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF.
A possibilidade de extradição já era considerada remota em razão do apoio demonstrado pelo governo norte-americano ao ex-deputado. Com a obtenção do green card, esse cenário se torna ainda mais distante. Eduardo sustenta que é alvo de perseguição política e afirma ter deixado o Brasil para não se submeter ao que classifica como um "regime de exceção".