O encontro entre dirigentes do centrão e Flávio Bolsonaro gerou forte tensão em Brasília. A decisão de Jair Bolsonaro de indicar o filho como candidato presidencial surpreendeu aliados. União Brasil e PP questionaram Flávio e reafirmaram Tarcísio de Freitas como candidato competitivo. Divergências sobre anistia e estratégia eleitoral marcaram a reunião. Flávio manteve que sua candidatura é irreversível, apesar das resistências.
O que aconteceu
Na segunda-feira (8), dirigentes do centrão se reuniram com Flávio Bolsonaro, após Jair Bolsonaro anunciar o filho como candidato à Presidência em 2026, provocando surpresa e descontentamento entre aliados. Antônio de Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP) cobraram explicações por não terem sido consultados e reafirmaram que Tarcísio de Freitas continua sendo o nome mais competitivo da direita. Questionaram se Flávio tentaria construir uma candidatura isolada, sem apoio das principais siglas, e criticaram a ausência de estudos que comprovassem sua viabilidade eleitoral.
O tema da anistia a condenados por atos golpistas também foi discutido, com Rueda e Nogueira deixando claro que apoiariam apenas alterações na dosimetria das penas, rejeitando a proposta bolsonarista integralmente. A Câmara aprovou horas depois um projeto de alteração do cálculo das penas, que seguirá para análise do Senado em 2025.
Apesar das resistências, Flávio manteve que sua candidatura é “irreversível” e recebeu o aval político do pai. O episódio expôs um racha dentro do centrão e a disputa pelo protagonismo na direita, que poderá redefinir o cenário eleitoral para 2026.