Diretora da Fiesp critica fim da escala 6×1 por precisar ir ao salão aos sábados

Fala da executiva ocorreu durante audiência sobre a PEC que trata da jornada de trabalho

A diretora-executiva Jurídica da Fiesp, Luciana Nunes Freire, afirmou em audiência no Senado que o fim da escala 6x1 pode comprometer o funcionamento de serviços utilizados aos sábados e domingos. A entidade também apoia uma proposta alternativa que amplia a negociação entre empregados e empregadores sobre a jornada de trabalho.

O que aconteceu

Durante audiência no Senado, realizada nesta quarta-feira (1º/7) para discutir a PEC 6x1, a diretora-executiva Jurídica da Fiesp, Luciana Nunes Freire, questionou os impactos da proposta sobre o funcionamento de serviços aos fins de semana. Ela afirmou que trabalha em escala 5x2 e citou a rotina de frequentar salões de beleza aos sábados, perguntando como esses estabelecimentos funcionariam caso a mudança fosse aprovada.

A executiva também mencionou atividades realizadas aos domingos, como fazer compras no supermercado, buscar comida para a família e comprar medicamentos para a mãe. Segundo ela, a alteração na jornada de trabalho pode afetar serviços considerados essenciais para o cotidiano das famílias.

A Fiesp é contrária ao fim da escala 6x1. O presidente da entidade, Paulo Skaf, já manifestou apoio a uma proposta alternativa apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O texto modifica o artigo 7º da Constituição para permitir que o trabalhador escolha entre o regime tradicional previsto na CLT e um modelo de jornada flexível baseado em horas trabalhadas.

A proposta estabelece que a compensação de horários e a redução da jornada possam ocorrer por acordo individual, convenção coletiva ou negociação direta entre empregado e empregador. Também prevê que contratos individuais possam prevalecer sobre instrumentos coletivos. Na justificativa da PEC, Rogério Marinho afirma que a medida amplia a liberdade de escolha do trabalhador quanto ao modelo de jornada.