Sob forte expectativa sobre quem será o nome da direita na disputa presidencial, Jair Bolsonaro (PL) deve adiar a definição sobre seu apoio até julho de 2026, às vésperas do início oficial da campanha. A análise é da coluna de Gustavo Uribe, da CNN Brasil, e é compartilhada por dirigentes conservadores e aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo essas lideranças, a demora do ex-presidente gera incertezas e trava os planos de Tarcísio, que considera disputar a reeleição em São Paulo caso não receba apoio formal para concorrer à Presidência.
Pressão interna e divergências na direita
Enquanto o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, defende que Bolsonaro anuncie seu apoio ainda em dezembro, a família do ex-mandatário resiste à antecipação. Nos bastidores, aliados afirmam que os filhos do ex-presidente influenciam a estratégia de segurar a decisão, com a anuência de Bolsonaro.
Segundo a avaliação de analistas políticos, um anúncio precoce poderia fragilizar a articulação do PL no Congresso em torno da proposta de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado e afetar a defesa internacional do ex-presidente, que vem recebendo apoio de integrantes do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos.
Tarcísio prefere aguardar cenário
Tarcísio de Freitas já admitiu, em conversas reservadas, que só disputaria o Planalto com o apoio explícito de Bolsonaro. Diante da indefinição, a tendência é disputar a reeleição em São Paulo, onde mantém altos índices de aprovação.
A postura, porém, abriu espaço para novas movimentações no cenário político. Segundo a reportagem, o mercado financeiro já começou a sinalizar preferência por Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, como alternativa para a direita em 2026.
Ratinho Júnior ganha espaço
A candidatura de Ratinho Júnior ainda depende do aval de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, mas surge como possibilidade concreta diante do impasse que trava Tarcísio.