O governo federal decidiu prorrogar por pelo menos 30 dias o Desenrola Brasil 2.0, que seria encerrado em 3 de agosto. A medida mantém a renegociação de dívidas para trabalhadores de baixa renda e pode ser ampliada. Até julho, o programa já havia renegociado R$ 22 bilhões em débitos.
O que aconteceu
O governo Lula vai estender por, no mínimo, mais 30 dias o funcionamento do Desenrola Brasil 2.0, programa de renegociação de dívidas que terminaria em 3 de agosto. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha. A equipe econômica trabalha inicialmente com esse prazo, mas não descarta uma nova ampliação.
O programa passou a ser considerado uma das iniciativas do governo para melhorar a percepção da economia em ano eleitoral. Pesquisa Quaest divulgada em julho mostrou que 55% dos entrevistados avaliam o Desenrola Brasil de forma positiva, ante 50% registrados em maio. Integrantes do governo associam esse avanço à melhora na avaliação do presidente.
Segundo o balanço mais recente do Ministério da Fazenda, o Desenrola Brasil 2.0 renegociou R$ 22 bilhões em dívidas até 23 de julho, totalizando 3,6 milhões de operações.
O programa é destinado a trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos. Para participar, é necessário ter dívidas em atraso até 31 de janeiro de 2026, vencidas há pelo menos 90 dias e há no máximo dois anos.
Podem ser renegociados débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, modalidades que concentram parte significativa do endividamento das famílias. Com a prorrogação, essas negociações continuarão disponíveis após 3 de agosto, enquanto o governo avalia uma eventual nova extensão do prazo.