Desemprego prolongado cai e alcança menor patamar desde 2012, diz IBGE

Levantamento do IBGE mostra redução no tempo de procura por emprego e avanço do trabalho autônomo no Brasil

O número de brasileiros que procuram emprego há dois anos ou mais caiu 21,7% no primeiro trimestre de 2026, segundo o IBGE. O país registrou 1,089 milhão de pessoas nessa situação, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Os dados também indicam redução em outras faixas de desemprego e crescimento do trabalho por conta própria.

O que aconteceu

Dados da Pnad Contínua Trimestral, divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (14), mostram que o desemprego de longa duração caiu no Brasil no primeiro trimestre de 2026. Entre janeiro e março, 1,089 milhão de pessoas buscavam trabalho havia dois anos ou mais, uma queda de 21,7% em relação ao mesmo período de 2025 e o menor número da série histórica iniciada em 2012.

O levantamento também apontou redução nas demais faixas de procura por emprego. O grupo que buscava vaga entre um mês e menos de um ano caiu 9,9%, totalizando 3,38 milhões de pessoas. Já os desempregados entre um e menos de dois anos somaram 718 mil, recuo de 9%.

A única faixa acima do menor patamar histórico é a de pessoas sem trabalho há menos de um mês. Mesmo com queda de 14,7% em um ano, o contingente ficou em 1,4 milhão de brasileiros.

Segundo o IBGE, os 6,6 milhões de desocupados do país se distribuem entre diferentes períodos de procura, com maior concentração entre um mês e menos de um ano.

Para o analista William Kratochwill, os dados refletem um mercado de trabalho mais dinâmico, com trabalhadores conseguindo se recolocar mais rapidamente. Ele destacou, porém, que isso não representa necessariamente melhora na qualidade das vagas.

A pesquisa também mostrou crescimento do trabalho por conta própria. O Brasil encerrou o trimestre com 25,9 milhões de autônomos, equivalentes a 25,5% da população ocupada.