A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor nível desde 2012. O resultado veio em linha com as projeções do mercado, impulsionado pela expansão do emprego, sobretudo no setor de serviços, e por recordes de ocupação e renda.
O que aconteceu
Dados divulgados pelo IBGE mostram que a taxa de desocupação no trimestre encerrado em dezembro atingiu 5,1%, o menor patamar desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. O índice confirmou as expectativas de analistas e reforçou a trajetória de melhora do mercado de trabalho brasileiro.
Com esse resultado, a taxa média anual de desemprego em 2025 ficou em 5,6%, abaixo dos 6,6% registrados em 2024. O indicador havia alcançado o pico de 14% em 2021, em meio aos impactos da pandemia da Covid-19, e vem recuando de forma consistente desde então.
A população ocupada chegou a um novo recorde, com 103 milhões de pessoas trabalhando, ante 101,3 milhões no ano anterior. Já o número de desocupados foi estimado em 5,5 milhões no trimestre encerrado no fim do ano.
Segundo o IBGE, a queda da desocupação foi sustentada principalmente pela expansão da ocupação, com destaque para as atividades de serviços. O instituto informou ainda que não houve aumento da subutilização da força de trabalho nem do desalento, fatores que costumam pressionar o mercado de trabalho.
A renda média habitual alcançou R$ 3.560 em 2025, o maior valor da série anual, superando o registrado em 2024. A massa de rendimentos somou R$ 361,7 bilhões, com crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior.
No recorte por posição na ocupação, o número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada atingiu 38,9 milhões, recorde da série histórica. Os trabalhadores por conta própria também chegaram ao maior nível já registrado, com 26,1 milhões de pessoas.